O dia de permanecer em oração junto ao Santo Sepulcro, velando em silêncio, enquanto o corpo de Jesus repousa na escuridão do túmulo.
Durante o dia não há celebração nenhuma, apenas há espera e jejum. Mas quando o sol se põe e a noite surge, algo extraordinário acontece: a igreja acende o fogo pascal, um fogo novo no meio da escuridão e, desse fogo, nasce uma chama que iluminará o mundo inteiro.
É a Vigília Pascal. A noite das noites. A mãe de todas as vigílias. A liturgia mais antiga, mais extensa e mais bela de todo o ano cristão. Nela, a igreja revive toda a história da Salvação, desde a criação do Mundo até à Ressurreição Gloriosa de Cristo.
Rompe-se o silêncio da quaresma com o Aleluia mais potente e jubiloso que os ouvidos possam suportar.
Nestas reflexões caminharemos juntos desde o silêncio do sepulcro até ao esplendor da alegria da Ressurreição, descobrindo que a noite mais escura da história é também a mais luminosa.
O Grande Silêncio – O Sábado Santo durante o dia é um vazio, não se celebra nenhum sacramento, não há missa, não há comunhão, o altar permanece vazio desde quinta-feira santa. Tudo no Templo respira um silêncio de espera, que só termina quando a noite cai e a vigília pascal irrompe com o seu fogo e a sua Luz.
Este vazio litúrgico é uma preparação com um profundo significado.
Este dia deveria ser aquilo que os discípulos viveram durante aquelas longas horas, entre a tarde de sexta-feira e o amanhecer de domingo – a ausência de Jesus, o silêncio que fala de Deus, a escuridão de um mundo sem esperança. Os apóstolos estavam escondidos atrás de portas trancadas paralisados pelo medo. Maria Madalena e as outras mulheres preparavam unguentos para o corpo de Jesus.
Apenas a Virgem Maria mantinha acesa a chama da Esperança.
Esta é a tradição da Chama de sábado Mariano, o dia do “grande silêncio” e também o dia da Esperança Inabalável. Enquanto todos estavam desesperados, Maria recordava as palavras do seu Filho: “Ao 3º dia ressuscitarei”.
Partes deste texto que escrevi foram extraídas de alguns textos bíblicos.
Para hoje sugiro um exercício de 5 minutos de silêncio absoluto, onde o objetivo não é pedir nada, mas apenas “estar” no sepulcro com Jesus, entregando as ansiedades do quotidiano.
Que todos possamos transitar do vazio (sábado), para a Luz (Ressurreição), com uma consciência Crística e continuar a caminhada nestes tempos atuais e irradiar uma nova Luz Crística ao Mundo.

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