Uma reflexão sobre este período e em consonância com o que abordei na Super Aula da MHF realizada no dia 30 de Março.
Estamos ainda num período de Ouroboros, aquele que corresponde ao momento de “fecho de ciclo”, onde o fim toca o início.
Na perspetiva astrológica que referi nessa aula, devido à concentração dos planetas todos entre Peixes e Carneiro, levou a que muitas pessoas sentissem tensões internas tais como dificuldade em dissolver o passado, trabalhar o desapego, o encerramento, etc… e ao mesmo tempo, o desejo de nascer de novo, a vontade de passar pelo “Ponto Fénix” e renascer.
Sendo que o Ouroboros simboliza a natureza cíclica da existência e a renovação eterna, desejo a toda a humanidade um salto quântico enorme – um que permita alcançar uma nova espiral ascendente de evolução, em vez de permanecer num loop de repetição.
Este período da Páscoa é também um Portal muito simbólico que potencia este trabalho, convidando-nos a sentir que identidades, apegos, medos… precisam de morrer, para que, através da Glória da Ressurreição, mais do nosso eu Divino se expresse no plano físico.
Lembro que a diferença entre evolução e repetição reside nas nossas escolhas:
– Se aceitamos a “morte” para permitir o renascimento, o ciclo abre-se e a evolução dá-se.
– Se tentamos salvar o que está a morrer, o novo não tem espaço para entrar, levando a que acabemos por repetir o ciclo, continuando a “morder a nossa própria cauda”.
Esta última escolha é aquela em que Ouroboros pode traduzir-se numa prisão cármica.

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