Ninguém vê a existência a partir do lugar onde eu estou.
Cada um de nós é uma história.
Um caminho.
Uma perspetiva.
Um modo irrepetível de experimentar a existência.
Ninguém olhou através dos meus olhos.
Ninguém viveu a minha combinação exata de memórias, feridas, amores, perguntas, contradições, perdas, despertares e alegrias.
Isto é extraordinário quando pensamos sobre o assunto. Apesar de virmos de uma mesma Origem, não chegamos aqui como cópias.
Chegamos como fractais da existência…
O Todo expressa-se através de biliões de janelas diferentes.
O mesmo mistério. Uma visão diferente.
Tu estás a ver algo do lugar onde estás, algo que eu não consigo ver do lugar onde estou.
E eu estou a ver algo que tu não podes ver do lugar onde estás.
Talvez seja por isso que precisamos uns dos outros.
Não é para convencer toda a gente a ver o que vemos.
Mas é para que a própria existência possa experimentar-se a si mesma a partir de mais do que um ângulo.
Que saibamos honrar a janela única que cada um de nós é.
Bençãos para todos os fractais desta grande Origem.

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